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O projeto

Originado do projeto “O português falado na região de São José do Rio Preto: constituição de um banco de dados anotado para o seu estudo,” o Projeto ALIP – Amostra Linguística do Interior Paulista foi idealizado, em seu início, por um grupo de pesquisadores funcionalistas da Unesp de São José do Rio Preto, que, inspirado em projetos de grupos de pesquisa brasileiros já bem estruturados, tais como o PEUL (Programa de Estudos Sobre o Uso da Língua), o VARSUL (Variação Linguística da Região Sul), o VALPB (Variação Linguística no Estado da Paraíba), o D&G (Discurso e Gramática), traçou como objetivo primeiro dispor de um banco de dados próprio como recurso metodológico fundamental para suas pesquisas. Outras motivações para o Projeto fundamentaram-se nos seguintes aspectos: (i) a abrangência ainda restrita das descrições dialetais do português brasileiro (PB); (ii) a dificuldade de acesso ao material disponível em que tais descrições se embasam; (iii) a necessidade de atualização das amostras disponíveis, algumas já com quase 40 anos, desde sua coleta; (iv) a baixa qualidade acústica das gravações disponíveis; (v) o difícil acesso às gravações originais. Além dessas, outra motivação foi a de disponibilizar a pesquisadores um banco de dados anotado com amostras da variedade do PB falado no interior paulista, em razão de este ser ainda pouco conhecido em bases científicas. Essa iniciativa marcou o ineditismo do Projeto ALIP, que guardou a preocupação de captar o máximo possível do dinamismo linguístico da região.
 
Coletadas entre os anos de 2004 e 2007 em sete cidades circunvizinhas da região noroeste do Estado de São Paulo – Bady Bassit (BAD), Cedral (CED), Guapiaçu (GUA), Ipiguá (IPI), Mirassol (MIR), Onda Verde (OND) e São José do Rio Preto (SJP) –, as amostras de fala passaram a integrar o Banco de Dados Iboruna, denominação inspirada no topônimo de origem tupi-guarani que se pretendeu atribuir à cidade de São José do Rio Preto por ocasião de seu cinquentenário.
 
A composição do Banco de dados Iboruna foi inteiramente subsidiada pela FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Processo 03/08058-6). Além dos equipamentos necessários ao desenvolvimento do projeto, a FAPESP concedeu também bolsas de treinamento técnico aos alunos que atuaram como documentadores na coleta das amostras de fala. Em 2021, os bancos de dados do Projeto ALIP foram atualizados com o apoio do PPGEL – Programa de Pós-graduação em Estudos Linguísticos da Unesp de São José do Rio Preto, por meio do Programa PROEX-CAPES (Processo: 23038.001037/2018-61 - Aux. 0753/2018-PROEX).
 
Como originalmente programado, o Banco de dados Iboruna constitui-se de dois tipos de amostras coletados na comunidade:
 
(i) Amostra Censo ou Amostra Comunidade, composta por 151 entrevistas sociolinguísticas coletadas a partir de perfis sociais previamente definidos;
(ii) e Amostra de Interação, composta por 11 interações dialógicas coletadas secretamente em contextos de interação social livre, sem o controle de perfis sociais.
 
O Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Unesp aprovou tanto o projeto quanto o relatório final de composição do banco de dados Iboruna (acesse aqui os pareceres da CEP). 
 
Mais recentemente, incorporou-se ao Projeto ALIP um segundo banco de dados, denominado Banco de dados de Aquisição, composto de dois tipos de amostras:
 
(i) Amostra de Aquisição do Português Brasileiro como Segunda Língua (PBL2), coletada em 1996 por Gonçalves (1997) em 28 sessões de interação do pesquisador com seis crianças nipo-brasileiras residentes no interior paulista;
(ii) Amostra de Aquisição do Português Brasileiro como Língua Materna (PBL1), coletada entre os anos de 2000 e 2001 em 26 sessões de interação espontânea de adultos com uma criança brasileira, filha de pais brasileiros, também residentes no interior paulista. Essa amostra encontra-se ainda em fase de preparação.

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